Por Ascom - Ministério da Cidadania | Crédito: Abelardo Mendes Júnior

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Na Abertura das Surdolimpíadas, governo anuncia reinclusão de deficientes auditivos no Bolsa Atleta

A comunidade de atletas com deficiência auditiva saiu da Cerimônia de Abertura das Surdolimpíadas Brasil 2019 com dois acenos federais a demandas históricas do setor: a retomada de uma categoria do Bolsa Atleta para esportes não olímpicos e não paralímpicos e a viabilização de uma sede para a Confederação Brasileira de Desporto de Surdos (CBDS), na 912 Sul, em Brasília, numa parceria com a Caixa Econômica Federal. Os anúncios foram feitos pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que se dirigiu aos 315 surdoatletas de 14 estados em libras, a linguagem de sinais, e pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra. 

"Queremos que essa Surdolimpíada tenha milhares de participantes num futuro próximo. Vamos trabalhar para ter cada vez mais gente participando e cada vez valorizar mais o Surdoatleta, inclusive com a Bolsa Atleta. Vamos fazer uma linha especial da Bolsa Atleta. E aí vai depender de vocês terem o ranking, estarem no ranking para receber", afirmou Osmar Terra.

Titular da Secretaria Nacional de Alto Rendimento da Secretaria Especial do Esporte, Emanuel Rego, reforçou que a ideia é lançar o edital ainda em 2019. "Acredito que até o fim do ano a gente termina. Com a reorganização do orçamento, que trouxe mais R$ 70 milhões para o Bolsa Atleta, vamos fomentar o esporte não só na comunidade de surdos, mas também entre os autistas e todos os que estão fora do programa olímpico e paralímpico", disse.

Engajada no universo das pessoas com deficiência auditiva, Michelle Bolsonaro definiu o esporte como um caminho para integrar saúde, amizade, respeito, disciplina, solidariedade e paz. "Para a comunidade surda, tenho certeza de que valores fundamentais têm sido agregados, como união, interação social e a superação. Olhando para vocês, prontos para uma série de competições, fico imaginando o que passaram no passado, as dificuldades e barreiras. Eu me coloco em seus lugares e me emociono", afirmou. "Por isso, é com alegria que quero anunciar que conseguimos um lugar, uma sede para a CBDS. Conseguimos, por meio do apoio do presidente da Caixa, o compromisso com as obras do espaço. A sede será na Escola Bilíngue, na 912 Sul, em Brasília. Acreditamos que essa sede auxiliará no desenvolvimento do esporte entre os surdos", afirma.

 

Segundo o representante da Caixa Econômica Federal, Cleyton Carregari, assessor do presidente da instituição, Pedro Guimarães, o modelo de parceria, o valor do investimento e os termos específicos que vão pautar o trabalho para viabilizar a nova sede ainda serão refinados, mas há o compromisso do banco de garantir a nova sede. "Nós somos o banco da inclusão. Temos obrigação de oferecer os melhores recursos e as melhores condições para todos, inclusive para vocês. Nós queremos ser a maior potência do esporte para surdos".

Repercussão

Para Déborah Dias de Souza, atleta do handebol e vice-presidente da CBDS, os apoios federais e a visibilidade são mais do que estratégicos. "Nós, surdos, sofremos com dificuldades de falta de apoio e de limitações para treinar. Agora é o momento de aproveitar a oportunidade de nos verem e reconhecerem. Existimos e temos importância. Temos orgulho de mostrar que o surdoesporto existe em todos os estados. Viajamos para o mundo representando o Brasil".

Intérprete de Libras, uma das principais organizadores das Surdolimpíadas e secretária executiva da CBDS, Esmeralda Castro Oliveira explicou que as duas pautas são pleitos antigos da comunidade de surdos. "Hoje a referência de endereço que temos em Brasília é uma mesa cedida dentro de uma empresa de tecnologia assistiva. Não temos sede própria nem repasses para assumir compromisso de locação de espaço", resumiu. "O Bolsa Atleta é outra tecla que a gente bate sempre: os surdoatletas não estão nem entre os atletas paralímpicos nem entre os olímpicos. A gente só recebe a bolsa quando sobram recursos. E há quatro anos não tem sobrado. Temos atletas desistindo da carreira, porque sem patrocínio, sem o Bolsa, não conseguem pagar do bolso e preparação e fazer tudo o que as modalidades demandam", observa.

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